Nas salas de aula destinadas à educação, os obstáculos visuais devem ser evitados tanto nas salas onde o conteúdo é gerado, quanto nas salas onde ele é projetado.
Por Juan Tamayo*
Os centros educacionais da América Latina estão em constante evolução há alguns anos, podendo gerar conhecimento, receber conhecimento, compartilhar experiências e aprender com os melhores educadores tem sido a missão das instituições, sempre garantindo que seus alunos tenham as melhores informações disponíveis, e quase em tempo real.
Por exemplo, modelos de qualidade em instituições de ensino superior, como tecnologia e universidades, recebem pontuação de credenciamento se possuem ou realizam treinamentos com expositores estrangeiros. Há alguns anos atrás era caro convidar expositores, bastava pensar em passagens, hospedagem e despesas de viagem, tornando quase impossível ter uma grande variedade de seminários dos quais os alunos poderiam escolher.
Hoje em dia essa situação mudou e as universidades têm ferramentas virtuais que tornam esse tipo de contato acadêmico possível. A indústria latino-americana de AV está preparada para fornecer as soluções audiovisuais necessárias para alcançar os objetivos propostos pelas entidades educacionais?
A pergunta que cada centro educacional se faz ao formular um orçamento é o que é necessário para ter salas de aula virtuais? O mais fácil dirá apenas ter um computador com Skype, uma câmera simples e um microfone, eles serão suficientes para serem capazes de gerar conteúdo visual áudio remoto. E é possível fazê-lo, mas com que qualidade será o conteúdo? Vamos propor o exercício que deve ser feito ao projetar uma sala para gerar conteúdo remoto ou virtual, não é um exercício baseado em marcas ou tecnologias próprias, é baseado na experiência e senso comum do design audiovisual.
Espaço Físico
Embora o conteúdo seja virtual, ele deve ser gerado em um espaço físico, pode ser um desktop ou um grande auditório. Não importa o espaço, ele deve sempre possuir algumas condições necessárias para que a pessoa ou as pessoas que estão em uma sala remota possam observá-lo bem.
O espaço físico pode ser subdividido em várias áreas:
a. Iluminação. A iluminação é adequada para a apresentação? Um erro comum é que o espaço onde o apresentador está não está bem iluminado, gerando sombras no rosto do expositor, fazendo sua forma parecer um tanto estranha. Para fazer o design de iluminação correto você pode se referir aos padrões de iluminação propostos pela indústria de videoconferência, lá você pode analisar os 4 tipos diferentes de iluminação para esta indústria.
b. Fundos. Novamente com base nas regras de videoconferência, os fundos podem fazer com que a geração de conteúdo tenha dificuldades. Por exemplo, um fundo variável pode fazer com que o público remoto não se concentre na conferência. Ele também tem outra desvantagem, um fundo variável ou mal projetado pode gerar mais informações digitais a serem transmitidas (dependendo do protocolo), fazendo com que a largura de banda necessária cresça.
c. Obstáculos. Os obstáculos visuais devem ser evitados tanto quanto possível, tanto nas salas onde o conteúdo é gerado quanto nas salas onde é projetado. Um exemplo claro é localizar uma câmera atrás de um projetor de vídeo. Ou um microfone pendurado capturado em todo o meio do avião de vídeo principal. Na medida do possível, faça planos de corte ou elevação na fase de projeto para observar o arranjo de elementos na sala.
Captura de vídeo
O vídeo deve ser capturado em ambas as salas, tanto de geração quanto de visualização remota. Geralmente os quartos são projetados completos, para que possam ser usados em ambas as direções. Não importa o número de câmeras, o seguinte deve ser sempre levado em conta:
Faça planos abertos para que o público possa ter uma ideia espacial do conteúdo, levando em conta que o expositor pode se movimentar para explicar algum conceito
Faça planos fechados do expositor
Fazer planos abertos ao público, muito importante para ter feedback do público, para que o expositor possa variar os tempos de sua apresentação ou ter uma ideia se o conceito que ele explica é claro ou não.
Não faça planos na cortina de projeção, para isso deve haver transmissão direta do PC para o sistema.
Visualização de vídeo
O vídeo deve ser transmitido em ambas as salas, para os espectadores o conteúdo que vem da sala que o gera e o expositor deve ter um feedback da sala remota para poder observar a reação do público.
Captura e reprodução de áudio
Em ambas as salas de captação de áudio, o expositor deve sempre ter um microfone dedicado. A recomendação ideal é que seja uma bandana, mas você pode usar gravatas ou portáteis. O público deve ter microfones de captura no céu, mas estes não devem permanecer abertos, eles devem ter um sistema de abertura automática para evitar ruídos indesejados, como ambientes ou outros. Na medida do possível, não amplie o áudio capturado na mesma sala, pois pode gerar feedback do sistema.
Gravação e Transmissão
Em salas remotas, o conteúdo é gerado, digitalizado e transmitido remotamente. Pode ser ao vivo ou gravações a serem reproduzidos sempre que o aluno desejar. Para o seu desenvolvimento correto, deve-se ter em conta:
O conteúdo será usado no futuro? Se a resposta for sim, você deve considerar ter espaço de armazenamento, seja físico ou na nuvem. Para isso você precisa adicionar um sistema de gerenciamento de conteúdo, por exemplo, se o evento for pago, que o sistema credencia quem pode assistir ao vídeo.
A rede suportará a largura de banda gerada pela sala? Uma das piores experiências em salas remotas é quando a imagem congela ou partes do conteúdo são constantemente perdidas. Isso ocorre porque o sistema não suporta a largura de banda que gera. Ao projetar, considere a geração de largura de banda, como a rede atual é contemplada e avalie se ela requer ou não mais largura de banda (um bom fator é 40% de disponibilidade).
Recursos humanos
Como você pode ver, para executar este tipo de sala requer uma quantidade considerável de elementos, a maioria deles processadores, suiches e outros elementos audiovisuais. No mercado há muitos sistemas de automação que podem facilitar a vida da operadora, mas quem vai tomar a decisão de quando focar no apresentador, ou quando mudar de apresentador para apresentação e vice-versa?
Assim, como dica, ao projetar essas salas, crie um espaço adequado para o operador da sala, lá ele pode realizar a administração do sistema e ter o equipamento à mão em caso de algo falhar.
*Juan Tamayo é Engenheiro de Vendas para instalações de som na América Latina da empresa Audio Technica. Você pode escrever para [email protected] ou [email protected]