Algo que se observa nos diferentes eventos é que acredita-se que se tudo for IP, o sistema será mais eficiente. E para certos tipos de projetos pode ser. Mas na instalação de projetos audiovisuais nem tudo precisa necessariamente ser digital.
Juan Tamayo*
As redes de transmissão de dados de comunicações evoluíram suficientemente nos últimos 25 anos. Passamos de esperar um minuto ou mais para baixar uma fotografia para poder assistir a um evento em streaming de alta resolução sem ter que esperar, bem, esperar muito tempo. Grandes mudanças em pouco tempo.
Agora, o que acontece com a indústria de projetos audiovisuais que ainda está pensando em análogo? Não é uma questão de avanço tecnológico, é uma questão de pensamento. Espero que neste artigo seja capaz de fornecer algumas ferramentas de como e quando usar tecnologias de transmissão digital para seus projetos.
Conteúdo
Antes de iniciar qualquer design, você deve se perguntar que tipo de conteúdo será transmitido, como ele será transmitido e para quem será transmitido. Um evento ao vivo não é o mesmo que um anúncio de chamadas. Algumas recomendações:
Eventos ao vivo onde as pessoas podem assistir à apresentação exigem uma latência menor, o mínimo possível, para que os cérebros dos espectadores processem o que vêem junto com o que ouvem em um sincronismo correto. O cérebro é uma máquina tão poderosa que pode acasalar pequenas diferenças de tempo para alcançar o sincronismo interno.
Em transmissões como áudio distribuído em grandes áreas você pode trabalhar com latências de 5, 10 ou até mais. Isso sem qualquer problema porque a pessoa está apenas ouvindo uma mensagem e não tem uma relação visual em que possa identificar um atraso, o ideal é trabalhar com 5 ms.
Ao transmitir conteúdo em formato digital é preciso ter cuidado com a largura de banda, que em palavras simples é o espaço necessário para transferir as informações. A largura de banda necessária para transportar vídeo é muito diferente da necessária para transportar áudio. Basicamente para transportar vídeo em alta qualidade requer um caminhão de carga, pois o áudio estéreo requer um carro compacto. As fórmulas de cálculo podem ser obtidas a partir de cursos avixa, são simples.
O como é ainda mais complexo, pois requer a definição do tipo de tecnologia digital e do meio pelo qual ela será transmitida. Em tecnologias digitais existem muitas, para efeitos do artigo vou falar sobre áudio, no qual você pode encontrar 75 tecnologias de cabo coaxial Ohm, como Madi ou tecnologias baseadas em topologias IP como dante. Além disso, ao selecionar a tecnologia, deve-se analisar que todos os elementos da cadeia são compatíveis com essa tecnologia ou versão, e que funcionarão sem qualquer inconveniente. Mesmo como designer, você deve ter certeza de quais elementos externos são necessários, como relógios globais ou outros.
Para qualquer tecnologia para usar, um de seus pontos críticos é a fiação. Não economize no tipo de fiação, mas também não o faça exagerando instalando fios com filamentos dourados. Cada tipo de projeto requer um cabo especial, um bom design e os cálculos certos serão fundamentais para selecionar o cabo certo. A consultoria com o fabricante pode ajudar, mesmo os fabricantes constantemente lançam aplicativos para calculá-los.
Nem tudo deveria ser digital
Algo que pude observar nos diferentes eventos que participo é que acredita-se que se tudo for IP o sistema será mais eficiente. E para certos tipos de projetos pode ser, como segurança (câmeras), acesso, entre outros. Mas na instalação de projetos audiovisuais nem tudo precisa necessariamente ser digital.
Podemos ver isso com um exemplo de design: é solicitado a instalação de um sistema de áudio distribuído em armazéns para armazenamento a uma altura de mais de 4 metros. Cerca de 200 alto-falantes serão instalados. Você pode imaginar esse tipo de instalação, 200 pontos de dados. Fiação para cada ponto e se for IP deve pelo menos ter uma fonte PoE. A administração e manutenção desse sistema seria muito cara.
Antes de recomendar a instalação de um sistema digital versus um sistema analógico, faça uma matriz de custos na qual você leva em conta os custos de manutenção. Poucos projetos quantificam esse custo, mas na verdade está entre os itens mais importantes no desenvolvimento do projeto.
Equipe requer treinamento
Em geral, para qualquer projeto audiovisual, o pessoal é obrigado a ser treinado ou treinado. Nem toda equipe deve ter o mesmo grau de conhecimento, pode ser setorizada de acordo com o nível de desenvolvimento em cada projeto, o instalador deve conhecer redes de dados, instalação correta. O engenheiro programado deve conhecer seu programa, teoria do design e por isso cada ator deve ter conceitos claros para realizar sua atividade.
No mercado existem muitas possibilidades de treinar pessoalmente ou online. Um bom lugar para começar são cursos e treinamentos da AVIXA, como os oferecidos pela Audio-Technica na teoria do microfone ou Audinate em Dante.
Conclusões
Lembre-se que para desenvolver um bom projeto digital (qualquer projeto audiovisual):
- Analisar onde será instalado, quem vai operar ou apreciá-lo e como será a implementação
- Nem tudo precisa ser digital. Analisar o custo-benefício das soluções digitais, analógicas ou híbridas
- Não reduza os custos de instalação usando cabos e conectores econômicos, isso fará com que o custo pós-venda aumente
- Mantenha sua equipe treinada em tecnologias novas e existentes.
Espero que este artigo ajude você a ter projetos mais bem sucedidos. Se você tiver alguma dúvida ou quiser que a Audio-Technica o aconselhe em um projeto de instalação, por favor, não hesite em escrever para mim em [email protected]
*Juan Tamayo é engenheiro sênior de aplicação da Audio-Technica América Latina, com mais de 10 anos de experiência realizando projetos audiovisuais como designer, integrador, consultor entre outras funções.