No México. A Internet das Coisas (IoT) é uma área interessante para os negócios e inclui fatores como conveniência e praticidade, que, para a vida moderna dos consumidores atuais, também é uma necessidade.
Mas as possibilidades abertas a este mundo de coisas conectadas à internet também abrem portas para inúmeros riscos. É por isso que o fator de segurança nunca foi tão importante para a IoT.
Segundo a empresa Comstor, uma das grandes questões feitas neste tópico é sobre a vulnerabilidade dos consumidores na esfera pessoal, uma vez que, os produtos atualmente comercializados com essas características já possuem alguma sofisticação na implementação da segurança de seus sistemas.
No entanto, um estudo recente do IOActive que trabalha precisamente na segurança da IoT, mostrou que 47% dos entrevistados avaliaram que menos de 10% dos itens disponíveis no mercado de Internet das Coisas são projetados com segurança adequada.
Isso pode levá-los, por exemplo, a riscos potenciais, como o acesso a uma câmera de segurança e um sistema de controle de residência, o uso não autorizado e até mesmo inadequado de informações pessoais, desde a coleta de hábitos, locais e condições físicas ao longo do tempo.
Vale ressaltar em algumas dicas sobre como se proteger com tantos dispositivos conectados ao mesmo tempo, dos quais não percebemos seus perigos e possíveis implicações. para esse assunto, por exemplo, atualizar senhas, saber quais informações pessoais são necessárias e compartilhadas em cada computador conectado, atualizar os produtos e ter cuidado com os dispositivos que são usados como acessórios.
O estudo também mostrou que 63% dos entrevistados acreditam que a segurança dos produtos de Internet das Coisas deve ser melhor do que as de outras categorias. Essa revelação é preocupante, pois traduz um sentimento de suspeita das pessoas em relação ao assunto.
Outro grande problema a enfrentar é a velocidade com que novos produtos dessa categoria chegam ao mercado e com diferentes formas de conectividade: mesmo de acordo com o IOActive, 21 bilhões de dispositivos se conectarão às coisas em uso até 2020. Portanto, é fundamental que as empresas desenvolvam mecanismos eficazes de segurança para esses dispositivos, pois estes oferecem um amplo campo para os hackers agirem. E trabalhar na segurança agora é claramente uma vantagem competitiva sobre os novos produtos que serão lançados.
Esse é precisamente um dos últimos aspectos aos quais o estudo deu foco. 72% das pessoas entrevistadas avaliaram que a segurança adequada no desenvolvimento dos produtos é o maior desafio para a Internet das Coisas, e também ressaltou que a falta de educação em segurança para os usuários, a falta de privacidade desses produtos, que apenas a divulgação pública da vulnerabilidade não é suficiente e que as normas regulamentares também podem trazer conquistas importantes para a área é preocupante.
A falta de orientação do usuário é um dos fatores que são resolvidos com mais facilidade, que oferecem à pessoa controle sobre suas decisões, e que ao mesmo tempo exigem maior sensibilidade das empresas.
Seria interessante mostrar ao cliente, por exemplo, que se você mantiver um monitor eletrônico de bebê, que hoje já pode estar conectado à Internet, mesmo o tempo todo, um hacker pode pensar em invadir esse dispositivo, e todo o comportamento de uma casa pode ser observado sem que o proprietário do dispositivo saiba. Uma câmera portátil é a mesma coisa. Direcionar para simplesmente cobrir essas câmeras com um obstáculo ou um pedaço de papel quando elas não estão em uso já resolve alguns fatores fundamentais de segurança.