América Latina. Sabia que apenas um segundo de uma queda de energia pode causar uma queda cara por horas? De acordo com a empresa Vertiv, ex-Emerson, o custo médio de uma paralisação de data center se aproxima de US$ 8.851 por minuto, de acordo com o "Estudo de 2016 sobre as Causas das Paralisações do Data Center" do Instituto Ponemon.
Nos últimos anos, a demanda por armazenamento de dados e investimentos em data centers tem crescido significativamente. Isso é resultado do aumento da geração de conteúdo a partir de mídias sociais, marketing digital e cursos online. Por exemplo, a cada minuto o equivalente a 24 horas de gravações é enviado para o Youtube de acordo com o site internet.org: Mais de 34.560 horas em vídeos por dia! Além disso, atualmente existem empresas de serviços que dependem 100% das plataformas online e não eram possíveis há cinco anos: o banco totalmente digital Nubank, a plataforma de compra e venda OLX, o aplicativo de mapas e compartilhamento de estradas Waze, e a controversa empresa de transportes UBER.
Consequentemente, há uma relação direta entre a operação dos data centers e o desempenho financeiro de uma empresa: se as instalações críticas caírem, as empresas não podem realizar as operações mais básicas para as quais foram criadas, o que se traduz em perda de lucros e clientes. Em um mundo totalmente conectado, um fracasso, ou um atraso, em qualquer uma dessas operações se traduz na perda de uma venda, uma oportunidade e a reputação da empresa.
Portanto, as empresas se beneficiam da implantação em suas instalações de equipamentos e boas práticas que garantem o funcionamento seguro de servidores, bancos de dados e periféricos, apesar de quedas de energia e outras alterações.
Aqui estão as dicas da Vertiv para evitar paralisações no data center:
Manutenção preventiva:
Os investimentos iniciais em equipamentos para infraestrutura de data centers devem ser acompanhados por serviços para alcançar ou exceder a vida estimada dos data centers. Para alcançar a operação esperada, devem ser realizadas verificações preventivas e manutenção, conforme recomendado pelos fabricantes, em equipamentos que exija trocas periódicas de componentes e testes para evitar falhas.
Monitoramento da bateria do UPS:
Mesmo quando equipamentos, baterias e placas de distribuição da UPS oferecem alta confiabilidade, é necessário monitorar essa infraestrutura e condições de operação. No caso das baterias, por exemplo, recomenda-se monitorar cada célula para estimar a vida útil, o nível de carga e as conexões. Uma única bateria danificada dentro do banco aumenta o risco de acidente de instalação.
Acesso e monitoramento remoto da infraestrutura:
Recomenda-se também monitorar a condição geral do data center: a conexão elétrica, o conjunto gerador, a qualidade da rede elétrica, a frequência, o status do NOS, as baterias, os sensores de temperatura, a umidificação/desumidificação do ambiente, os periféricos, os servidores, os interruptores KVM e as redes.
Otimização do consumo de energia:
Além de monitorar o consumo de energia de cada ativo na infraestrutura do data center, existem as melhores práticas para alcançar o uso eficiente de upS e sistemas de ar condicionado de precisão. Essas práticas incluem a correspondência do fluxo de ar e da capacidade de resfriamento de cada uma das unidades de ar condicionado com as necessidades do ambiente. Isso é conseguido com controles inteligentes que se comunicam com todas as unidades do sistema e os fazem trabalhar juntos, ou "trabalho em equipe". Há também tecnologias de resfriamento livre, que aumentam a economia de energia aproveitando as baixas temperaturas lá fora para resfriar o data center.