Uruguai. Em 2023, a dinâmica dos projetos de AV no Uruguai mudou em comparação com o ano anterior. Se, nos últimos dois anos, durante a pandemia, o governo foi o maior comprador, hoje sofreu um revés e são os laboratórios farmacêuticos e as multinacionais que mais demandam soluções. Isso foi afirmado em conversa com a AVI Latin America Jorge Biatturi, diretor da Vision Direct.
Ele acrescentou que as principais tendências são "Grandes telas e áudio são os movimentos que esperamos ver em 2023 em nosso mercado. Soluções de software para a geração de negócios recorrentes são as seguintes, como sinalização digital, reserva de quartos, videoconferência, entre outros".
Sobre o comportamento do setor em seu país, Jorge Biatturi indicou que 2023 não começou com a força empresarial de 2022, onde todos os projetos de salas presenciais e híbridas ainda eram um boom após a pandemia. Começou com um orçamento menor e maior incerteza. "Temos menos projetos no valor inferior a US$ 5.000 e mais projetos acima de US$ 15.000, mas eles não atendem às expectativas de 2022 em dólares."
A este panorama, acrescenta-se que a escassez de equipamentos que se viveu em 2022 ainda persiste. "Embora em menor escala, a baixa disponibilidade de equipamentos ainda está presente. Para a nossa empresa não foi um problema, resolvemos todos os problemas com boas estratégias e aproveitamos a situação."
Por fim, o diretor da Vision Direct ressaltou que na InfoComm Show 2023 espera encontrar produtos que ainda não são commodity, "porque na medida em que o produto AV cai em commodity, ele vai para o mercado de TI, perdemos margem e negócios, que depois voltam com problemas que devemos resolver em clientes antigos, mas com poucos recursos, e menos ferramentas, além de poder encontrar uma linha de negócios de AV que nos permita continuar fazendo a diferença com o mercado de TI."