Colômbia. A revolução digital transformou as regras do jogo no mundo dos negócios. Hoje, liderar não implica apenas experiência ou autoridade, mas a capacidade de inovar, adaptar e aproveitar a tecnologia para impulsionar o crescimento.
Nesse contexto, a automação e a Indústria 4.0 estão redefinindo a gestão empresarial, colocando a tomada de decisão baseada em dados como o novo pilar do sucesso.
Indústria 4.0: o ponto de virada na gestão empresarial
De acordo com o Dr. Diego Apolo Buenaño, professor da Broward International University - BIU, pertencente ao Planeta Formación y Universidades, o futuro da automação no ambiente de negócios é marcado pela convergência de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), robótica, deep learning e análise de dados.
"É por isso que, hoje, a era digital redefiniu as práticas sociais, culturais e econômicas, colocando as sociedades como um ponto de inflexão", disse ele.
Para o acadêmico da BIU, não basta mais focar nos dados ou no conjunto de dados organizados, "hoje a chave está na Sabedoria, entendida como a capacidade de tomar decisões com base na análise abrangente dos dados".
Assim, no ambiente industrial, a eficiência e a eficácia tornam-se prioridades incontornáveis em muitos aspetos, razão pela qual as instituições devem adotar tecnologia e metodologia ágeis, típicas da indústria 4.0, "desde a computação em nuvem até à transformação digital, com foco na otimização de processos, melhoria contínua e inovação".
Automação como vantagem competitiva
Para o especialista, um dos maiores desafios enfrentados por líderes e empresas não é apenas o investimento em infraestrutura, é a gestão de mudanças. "Antes de focar em custos ou novas ferramentas, é fundamental analisar os fatores tangíveis e intangíveis que afetam a adoção e a sustentabilidade da automação", afirma.
Indica também que a promoção da literacia tecnológica, da tomada de decisões e da ética, da responsabilidade e da atitude tornaram-se elementos-chave para os empregos do futuro. "Além disso, a criação de locais de trabalho que priorizem o salário emocional, promovam a cooperação multi, inter e transdisciplinar, gerem pensamento inovador e incentivem uma contribuição significativa em todas as áreas dos funcionários, sejam pessoais, acadêmicas e profissionais, atrairá melhores perspectivas."
Automação, uma ferramenta essencial dentro das empresas
Para que a automação se torne uma verdadeira aliada dentro de um ecossistema dinâmico, como é o caso das empresas, Buenaño ressalta que não basta integrá-la, é necessário entender seu impacto nos processos sociais e culturais que estão ligados à sua implementação.
"O uso intensivo da tecnologia não garante a melhoria das práticas operacionais por si só. Nesse sentido, muitos projetos tecnológicos não falham por causa de sua concepção ou implementação; mas também devido à falta de apropriação significativa de todos os atores envolvidos. Assim, a chave do sucesso surge na medida em que compreendem o seu impacto e a importância do seu papel nestes processos sistémicos, que mais do que equilibrar é criar uma harmonia adaptativa aos cenários."
Diante desse cenário, ele considera que a capacidade de adaptação e cooperação é a pedra angular de qualquer instituição. "Nesses processos em que falamos de indústrias 4.0 e educação 4.0, os líderes devem entender que seu papel deve ser o de mentores que não promovam apenas práticas de repetição ou cumprimento de funções. Devem ser mentores que marcam, por meio de desafios e conquistas de objetivos de curto, médio e longo prazo, buscam um significado e propósito para toda a equipe. "A liderança é mais do que um sinal na tela ou um texto na web", diz Buenaño.