A Colômbia. Independente do enorme mercado dos já cotidianos aparelhos tecnológicos como smartphones, tablets, ipods, mp3s e notebooks, que agora estão nas mãos de todos, a Colômbia cresce diariamente no segmento da indústria do entretenimento e além da televisão, videogames e aplicativos, o uso da tecnologia para grandes shows de boates e cinemas, é igual a muitos países desenvolvidos e acima de alguns países da América Latina.
De acordo com as projeções de um estudo realizado em 2011 pela consultoria Pricewaterhouse Coopers em 48 países, na época a Colômbia foi uma das que tinha melhor potencial no setor de consumo de tecnologia, juntamente com indonésia, Paquistão, África do Sul, Vietnã, Oriente Médio e região norte da África, e isso foi confirmado até 2015, Os colombianos gastaram mais de US$ 5,6 bilhões em mídia e entretenimento, sem contar a Internet.
Aproveitando esse boom e, em geral, o crescimento da indústria de integração de vídeo, áudio e iluminação no país, a TecnoMultimedia InfoComm realizará em Bogotá a sétima edição de sua feira especializada que reunirá em Corferias mais de 70 expositores que representam as principais marcas deste segmento com soluções que definirão as tendências para 2017.
A Colômbia vive uma nova era de consumo e, em termos de shows, outros foram os tempos em que artistas internacionais passaram pelo Brasil ou argentina para se apresentar em shows devido à falta de apoio tecnológico na Colômbia. Hoje, pelo contrário, estamos na agenda das grandes estrelas da música, graças ao fato de que o país é capaz de atender às suas demandas técnicas mais extravagantes, e embora haja poucas empresas dedicadas a esse negócio no país, a maioria delas se preocupa em estar na vanguarda.
Esse boom foi alcançado graças à lei dos shows públicos 1493 de 2011, com os quais o setor foi formalizado e o imposto de renda para shows foi reduzido, de 33% para 8% para artistas não residentes no país e o IVA foi eliminado para serviços artísticos com som, luzes e plataformas.
Por outro lado, uma nova vida foi dada ao setor com o fortalecimento e evolução de empresas organizadoras de shows que geraram uma dinâmica nunca antes vista na Colômbia com eventos como o Stereo Picnic, Lollapaluza, Soma e Hermoso Ruido, e colocaram bandas lendárias e blockbusters como Rolling Stones, Aerosmith, em palcos nacionais. Red Hot Chili Peppers, Kiss, Metallica, Coldplay, The Cure, Depeche Mode, Foo Fighters, Iron Maiden, Maroon 5 e luminares como Madonna, Beyoncé e Lady Gaga.
No caso das casas noturnas, a Colômbia também não fica muito atrás, e para especialistas como Andrés Vásquez, vice-presidente da Eleven Producciones, empresa dedicada a eventos, "empreendedores dedicados à rumba no país investem grandes recursos para adquirir o que há de mais moderno em som e são usuários das grandes marcas para não serem deixados para trás diante das tendências mundiais, embora muitos sites tenham deficiências mais em design e integração do que na seleção e qualidade dos equipamentos como tal."
Segundo Mauricio Perfetti del Corral, diretor da Dane, durante 2015 um dos setores que marcou a expansão econômica do país foi o ramo de comércio composto por bares, hotéis e restaurantes que tiveram uma recuperação de 5,5, o que demonstra uma grande dinâmica em investimentos dedicados ao lazer que têm repercussões, entre outros setores, no investimento em tecnologia para este tipo de sites comerciais.
Outro dos itens mais importantes de lazer para os colombianos é o cinema, que tem sido democratizado graças ao crescimento de organizações dedicadas a esse negócio e aos teatros localizados em shoppingcenters de todos os estratos; eles não são mais exclusivos das grandes capitais e a cada dia conquistam mais mercados em cidades pequenas.
Para Munir Falah, presidente do Cine Colômbia, a empresa realizou um estudo em 2015 que reconfirmou o excelente comportamento dos colombianos em frente ao cinema. "Vemos como a indústria se fortaleceu nos últimos anos. As bilheterias dobraram nos últimos 5 anos, passando de US$ 198 bilhões para US$ 383 bilhões. O número de estreias também teve um crescimento de 28% entre 2009 e 2014; fomos de 204 5 anos atrás para 263 estreias no ano passado." E conclui assegurando que somente no mês de janeiro 6 milhões de pessoas entraram nos cinemas do país.
"Nesse sentido, a Colômbia também é vanguarda a nível latino-americano porque a maioria das salas já migraram para o sistema digital e não vejo problemas em termos de tecnologia aplicada. Esse negócio que não para seu crescimento, também vem se diversificando, e empresas como o Cine Colômbia conseguiram ampliar a oferta deixando os limites do cinema comercial, abrindo assim espaços interessantes para cinema, arte e conteúdo alternativo, como ópera e concertos", acrescenta Vásquez.
Para empreendedores, engenheiros e técnicos especializados nessas e em outras áreas de tecnologia, a feira TecnoMultimedia InfoComm oferecerá, entre os dias 10 e 13 de outubro, sua grande exposição, espaços de networking e a possibilidade de obter certificações em questões de ponta, endossadas internacionalmente.
Para obter mais informações, visite www.tecnomultimedia.com.co