El Salvador. Entre 3,2% e 3,3% seria o crescimento econômico da América Latina no final de 2012, número inferior ao esperado quando o ano começou.
Isso foi anunciado por Alicia Bárcena, secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, eclac, durante a instalação da 34ª sessão que está sendo realizada em El Salvador.
Alicia Bárcena indicou que essa diminuição da expectativa deve-se à menor demanda interna de alguns países da região e à influência da situação econômica na Europa que tem gerado uma diminuição das exportações para o velho continente.
Ele também apontou que a mudança no número da expectativa de crescimento ocorreu apesar de ter ratificado em junho passado os 3,7% que a entidade havia indicado no início do ano, porque as condições regionais e globais mudaram, com uma desaceleração que ele descreveu como "muito importante".
O tema central deste encontro, que será abordado pelos 44 países membros da CEPAL e pelos oito países associados, é a desigualdade social da América Latina, para a qual apresentarão o documento Mudança Estrutural para a Igualdade, uma visão integrada de desenvolvimento.
Segundo dados da entidade, nas últimas duas décadas os Estados da região diminuíram o número de pessoas vivendo em situação de pobreza, de 48,4% em 1990 para 30,4% em 2011. A pobreza extrema diminuiu quase 10 pontos, passando de 22,6% para 12,8%. O emprego aumentou em quantidade e melhorou na qualidade.