México. Devido à falta de treinamento e experiência entre os profissionais de TI em questões de segurança, uma exigência crescente nas empresas, a empresa mexicana Comstor estima que esse déficit coloca em risco a operação do negócio.
1.800,00 é o número estimado do déficit de mão-de-obra qualificada em segurança digital em todo o mundo até o ano de 2022. Um número que pode parecer absurdo, mas isso não é suficiente para impedir avanços criminosos nas redes de computadores.
As estratégias de segurança da informação também não serão suficientes para coibir ameaças digitais, se não houver especialistas para lidar com os processos. É o que mostram os resultados do Global Study Group on Information Security 2017 (GISWS) em colaboração com o (ISC)² e com a consultoria Booz Allen Hamilton.
A falta de competência em segurança digital deixa 25% das empresas desprotegidas por pelo menos 6 meses, até que um colaborador da área seja substituído.
Algumas soluções que as empresas encontraram para resolver essa "lacuna" é treinar a equipe de TI, oferecendo treinamento diferente daqueles que tinham quando foram contratados e tornando-os capazes de realizar pelo menos os processos básicos contra ataques virtuais.
Outra possibilidade é a contratação de terceiros que são especialistas em cibersegurança, já que o conhecimento é muito específico e a maioria dos que têm alto grau de conhecimento são autodidatas, acompanhando as novidades do mercado, testando ferramentas e formas de contra-atacar.
O Estado de Segurança Cibernética 2017 - Pesquisa de Tendências e Desafios da Força de Trabalho, realizada anualmente pela associação ISACA, entrevista líderes de segurança em todo o mundo para determinar suas ideias e experiências em relação à segurança cibernética, que vão desde desafios da força de trabalho até oportunidades contra ameaças emergentes.
Especificamente sobre o trabalho, a edição deste ano mostra que apenas 37% das empresas dizem que candidatos a vagas de segurança digital possuem habilidades e certificações que comprovam seu grau de conhecimento.
Portanto, 55% dos empreendedores dizem que a experiência se torna um ponto importante para um candidato em cibersegurança. Para a efetividade do candidato, no entanto, 70% das empresas exigem pelo menos uma certificação.
Segundo o estudo, o principal problema na obtenção de um talento que tenha domínio em cibersegurança é justamente a falta de candidatos qualificados, sendo que, para contratar, as empresas, além de certificações e experiência, também consideram as práticas e resultados obtidos em trabalhos anteriores.
Em média, as empresas levam cerca de 6 meses para ocupar o cargo, e por isso 59% dos recrutadores recebem apenas 5 candidatos para cada vaga no setor.
Certificações que melhoram a carreira de qualquer candidato.
Existem inúmeras possibilidades de cursos e certificações no mercado para que os profissionais aumentem seus conhecimentos. Portanto, alguns têm uma reputação melhor, valorizando o currículo de um técnico.
Estes incluem:
CCNA- Segurança na Segurança Profissional de Rede Certificada Cisco
CISA – Auditor do Sistema de Informações Certificadas
CISM - Gerente de Segurança da Informação Certificada
CISMP – Certificação sobre Princípios de Gestão de Segurança da Informação
CISSP – Profissional certificado de Segurança de Sistemas de Informação.
Essas são apenas algumas das possibilidades entre muitos que existem no mercado, desde a formação de iniciantes até os cargos mais avançados, dependendo do nível hierárquico em que o candidato está e pelo qual pretende concorrer.
O importante é saber que há demanda, que as empresas estão procurando especialistas qualificados e que este é um setor onde a tendência indica que haverá maior crescimento no número de vagas.