A Colômbia. A educação experiencial consciente (CEE) é o nome desse modelo que trabalha com a filosofia de uma educação inclusiva e cuja principal característica é acomodar a capacidade tecnológica de cada instituição, independentemente de falta de conectividade, e até mesmo trabalhar com equipamentos de informática que não precisem ser de última geração.
Santiago Areaza, palestrante da TecnoMultimedia InfoComm, da mostra especializada em tecnologia audiovisual para a educação, e diretor executivo da empresa colombiana Critertec, explicará em sua palestra "Tecnologias de empatia e seu papel na construção da nova sala de aula", o escopo dessa metodologia própria que permite que alunos e professores, gerem conceitos em conjunto, habilidades e atitudes por meio de experiências imersivas e ambientes de aprendizagem colaborativos nos quais o individualismo é deixado para trás e o trabalho é feito para aprender em grupos.
O tema, além de "A evolução da tecnologia na aprendizagem", "Transformação Digital do Setor Educacional na América Latina", "Automação a serviço da educação", "O uso de normas técnicas em ambientes educacionais", "Importância da acústica em ambientes educacionais" e "Tecnologias ambientais em ambientes educacionais", farão parte do Education Technology Summit, evento acadêmico que pela primeira vez é realizado no âmbito do TecnoMultultimedia InfoComm.
Areaza é diretor e produtor criativo de conteúdos interativos e experiências baseadas na integração de design físico interativo, mídia audiovisual e digital e coordena a área educacional desta empresa nacional que promove a mudança em sala de aula por meio da implementação de novas metodologias.
Sob sua direção, o modelo, que atualmente está sendo trabalhado em 15 escolas nos estratos 1 e 2, impacta mais de 4.000 crianças por semana, tem um escopo descentralizado ao chegar a Medellín, baixa Cauca e região de Urabá e é aplicado por meio de dispositivos pedagógicos que promovem a experiência por meio de jogos e Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL). e engenharia reversa.
Para isso, o modelo utiliza tecnologias de empatia, uma série de mídias emergentes como realidade virtual, realidade aumentada, conteúdo 360° e programação tangível, que ajudam as crianças a fazer uma reinterpretação da realidade e promover uma forma diferente de se relacionar.
Segundo Areaza, "é paradoxal que no país haja muita capacidade instalada, mas em centenas de escolas ela não é utilizada, ou é subutilizada. O Ministério da Educação, o Ministério da Educação e o programa Computadores para Educar têm trabalhado a duro para entregar computadores e tablets, mas em muitos casos, as escolas não sabem aproveitar esses recursos. Em algumas ocasiões tivemos que desempacotar os tablets de suas caixas originais porque eles nem os abriram."
Aí vem a educação experiencial consciente que pode começar a operar com uma sala de computador equipada com sistema operacional Windows ou tablets sem conectividade, embora se a escola não tiver nenhum dos dois, ele começa a funcionar de forma totalmente análoga.
Um próximo passo é formar professores porque só eles podem adotar o projeto, replicá-lo, dimensioná-lo e dar continuidade. Para isso e por meio do programa Inovadores Pedagógicos, estão sendo treinados mais de 700 professores da capital em Bogotá.
A palestra de Areaza será realizada no dia 5 de outubro, às 15h40, no Gran Salón de Corferias, em Bogotá.