América Latina. O novo "RELATÓRIO DO MERCADO DE SINALIZAÇÃO DIGITAL NA AMÉRICA LATINA 2022" expõe que, além desses avanços, o processo de transformação digital da região, entendido como a adoção de tecnologias e uso de serviços digitais por domicílios, produção e governos em novas áreas, como o acesso online a serviços financeiros, e-commerce, a digitalização da produção e da indústria 4.0 mostra um avanço moderado e distanciado das economias com níveis mais desenvolvidos de digitalização.
Por sua vez, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, indicou: "No final de 2019, a América Latina e o Caribe estavam, como região, em um desenvolvimento digital intermediário (42,4 pontos em 100), de acordo com o Índice de Desenvolvimento do Ecossistema Digital (IDED). Foi, portanto, significativamente atrás da média dos países da OCDE e de outras regiões avançadas nessa área."
O crescimento do índice de digitalização da região está em linha com a média global e ligeiramente abaixo das expectativas, dado o nível inicial em 2004. Também é impressionante que outras regiões do mundo emergente pareçam manter taxas de digitalização mais altas do que as apresentadas pela América Latina, levantando a necessidade de implementar políticas públicas que acelerem a transformação digital da região.
É então que o estudo afirma que, "apesar da posição intermediária alcançada pela América Latina, é possível destacar importantes avanços em seu processo de digitalização. Entre 2010 e 2019, a demanda pela internet na América Latina e caribe, medida pelo número de usuários desse serviço, aumentou 119%, atingindo uma penetração de 69,3%, com base nisso, 239,8 milhões de novos usuários acessaram os serviços derivados da conectividade digital. "
No mesmo período, o percentual de empresas com acesso à internet aumentou de 77,4% para 91,1%, evidenciando um aprofundamento na demanda por esse serviço pelo setor produtivo. Por outro lado, as redes móveis de quarta geração (4G) atingiram uma cobertura populacional de 87% no final de 2019, representando um dos principais meios de acesso à internet; 55% dos habitantes da região possuem conexão de banda larga móvel e a penetração de smartphones (Smartphone) é de 75% segundo o relatório.
Até 2025, espera-se que as conexões 4G totalem 468 milhões, atingindo uma penetração de 67%. Pode-se descrever que em países como Chile, Uruguai, Colômbia e Costa Rica, a formulação de um plano de banda larga ou agenda digital, combinada com mudanças na estrutura de tomada de decisões de políticas públicas, produziu uma aceleração na taxa de desenvolvimento da digitalização. Enquanto nos países que, simultaneamente, mostram uma melhor qualidade institucional e regulatória são aqueles que têm mais investimento (64% maior) do que aqueles que têm fraca institucionalidade e regulação.
Da mesma forma, o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) argumenta que "o progresso no desenvolvimento de infraestruturas digitais deve-se a progressos acentuados na implantação de redes 4G e ao aumento significativo da velocidade da banda larga fixa e móvel. Por fim, o capital humano revela tendências divergentes: melhoria na produção de graduados em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática e limitações na digitalização da força de trabalho."
Em geral, os países da região estão atrasados na digitalização de seus processos produtivos, embora em algumas variáveis de adoção digital básica haja um processo de convergência com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).