No México. A Internet das Coisas (IoT) refere-se a essa rede de objetos interconectados que, utilizando a Internet, coletam, processam e trocam informações a fim de facilitar processos ou a administração de qualquer tipo de tarefa.
Quando se fala em IoT é comum pensar em casas com aparelhos em constante comunicação com um smartphone, cidades inteligentes, veículos autônomos, entre outros exemplos. No entanto, as aplicações podem ser variadas e cada vez mais inovadoras, como as envolvidas no monitoramento em tempo real do consumo de energia elétrica doméstica e da qualidade da água.
Medir o nível de desenvolvimento da IoT é uma tarefa importante considerando a importância que esse tipo de tecnologia tem na melhoria da produtividade e competitividade. No entanto, é uma tarefa complicada devido à amplitude com que o conceito é tratado.
Como mencionado, ioT acaba por ser a comunicação entre dois ou mais objetos dentro de uma rede. Portanto, o número de dispositivos com conexão máquina a máquina (M2M), ou seja, o número de dispositivos capazes de se conectar uns aos outros sem intervenção humana pode servir como uma abordagem ao grau de desenvolvimento de IoT em cada país.
Em termos de comunicações M2M por 100 habitantes, o México mostra uma lacuna significativa em relação aos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e até mesmo em relação aos países que compõem o G-20.
Enquanto a OCDE e todos os países do G20 mostram uma penetração de cartões M2M equivalentes a 15,5 por 100 habitantes e 10 por 100 habitantes, respectivamente, a penetração no México é de apenas 4,9 por 100 habitantes. Isso significa uma diferença de 10,6 pontos percentuais (pp) em relação à OCDE e de 5,1 pp em relação ao G-20.²
A penetração desses dispositivos no México está em níveis semelhantes aos da Turquia (5,3) e argentina (3,8), mas muito separados de países como Estados Unidos (22,4) e França (19,0).
A Internet das Coisas enfrenta alguns grandes desafios no México. Por um lado, é preciso garantir capacidade suficiente da infraestrutura de telecomunicações para transmitir dados. Por outro lado, é importante procurar esquemas para proteger as grandes quantidades de informações geradas a partir de dispositivos interconectados.
Embora seja possível registrar algum progresso do México em direção à adoção de IoT, ainda é possível verificar lacunas importantes em relação à experiência internacional. Portanto, é aconselhável promover esquemas de investimento público e privado que permitam o desenvolvimento de aplicações inovadoras de IoT, bem como para a evolução das redes de telecomunicações. Tudo isso sem esquecer a necessidade de discutir um arcabouço legal que permita a proteção efetiva da enorme quantidade de dados gerados a partir do uso dessa solução.
Relatório escrito pela Unidade de Inteligência Social.