Colômbia. Apenas quatro em cada 100 IPS na Colômbia implementam serviços de telessaúde, de acordo com uma análise da Corporação Universitária Ibero-Americana com dados do Ministério da Educação e por ocasião do lançamento de sua primeira especialização em Telessaúde.
De acordo com o estudo da instituição universitária, na Colômbia 4,27% dos IPS autorizados em território nacional (3.368) possuem serviços de telemedicina, que estão localizados em 370 municípios dos 32 departamentos do país.
Por outro lado, no que diz respeito à rede pública de atendimento, existem 331 postos de atendimento por telemedicina, localizados em 20 municípios e que correspondem a 9,8% dos centros que oferecem serviços de saúde nessa modalidade.
Para Fernanda Sarmiento, diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Corporação Universitária Ibero-Americana, "há um déficit no país em serviços de Telessaúde causado pela falta de investimento em tecnologia, mas também pela falta de profissionalização dessa área, o que significa que há poucos profissionais para isso. Isso é algo preocupante, especialmente em um país onde, com sua geografia complicada, a telessaúde poderia proporcionar maior acesso e oportunidade no atendimento."
A telessaúde não inclui apenas a telemedicina (que é a prestação de serviços de saúde remotamente por meio das TIC), mas também abrange outros temas como tele-educação (treinamento remoto para usuários e comunidades em saúde), telesuporte (apoio entre profissionais de saúde) e teleorientação (aconselhamento e aconselhamento aos usuários para fins de promoção da saúde, prevenção, recuperação ou reabilitação).
Na análise realizada pela Corporação Universitária Ibero-Americana, por ocasião do lançamento de seu programa de Especialização em Telessaúde na modalidade virtual, verifica-se que apesar da insuficiência na oferta de serviços na modalidade Telemedicina ou mediada por outras atividades em Telessaúde na Colômbia, o país evidenciou um importante crescimento em Telessaúde nos últimos 3 anos, crescendo 117% nas sedes das prestadoras que oferecem telemedicina e 192% nos serviços oferecidos nessa modalidade, principalmente devido à pandemia. Destes, os cinco serviços mais habilitados para telemedicina foram: clínica médica, psicologia, nutrição e dietética, dermatologia e diagnóstico cardiovascular.
O relatório também indica que a Colômbia tem 157 tipos de serviços de saúde ativos, dos quais 95 podem ser oferecidos sob a modalidade de telemedicina interativa, entre os quais estão medicina geral, medicina física e esportiva, dor e cuidados paliativos, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia e/ou fonoaudiologia, medicina ocupacional e medicina do trabalho. psiquiatria, psicologia, entre outros. Da mesma forma, são 94 na modalidade de telemedicina não interativa, 97 na modalidade de telemonitoramento e 152 na modalidade de teleperícia.
"Uma das barreiras mais visíveis para a promoção da telessaúde na Colômbia é a falta de treinamento e especialização dos profissionais nessa área. Há falhas no reconhecimento dos benefícios dessa modalidade e no uso das TICs, bem como na gestão das plataformas de telemedicina", disse Sarmiento.
Treinamento em Telessaúde
Na Colômbia não há oferta profissional no campo específico de Telessaúde ou Saúde Digital, no entanto, existem opções de pós-graduação para diferentes profissionais na área de saúde, engenharia ou outras profissões, a serem treinados em telessaúde.
Uma dessas opções é a Especialização em Telessaúde lançada recentemente pela Corporação Universitária Ibero-Americana e que é destinada a profissionais de diversas disciplinas com experiência ou interesses na área de tecnologias de informação e comunicação no setor saúde, para o desenvolvimento de atividades ou a prestação de serviços a distância. Para mais informações você pode consultar clicando aqui.