América Latina. As conexões 4G LTE da América Latina atingiram 11,76 milhões em 2014, segundo dados divulgados pela Dataxis e publicados no relatório 'LTE outlook Latin America'. Em 2018, esse número aumentará cerca de 1500% e totalizará 187,8 milhões de conexões.
Os dados incluem conexões totais de LTE nos sete principais países da região: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela.
Colômbia, Brasil e México foram pioneiros no lançamento de LTE na região. O 4G chegou à América Latina em 2012 e começou a ganhar força em relação a 2014, impulsionado pela Copa do Mundo no Brasil. Naquele ano, o Brasil representou 57,5% do total de conexões LTE nos mercados analisados.
A Dataxis projeta que até 2018 o Brasil continuará líder no número de conexões 4G, embora sua participação no total regional caia para 32,8%; O México ocupa o segundo lugar, com 29,1% e a Colômbia e 24,6% de participação.
No final de 2014, os sete principais mercados da região registraram cerca de 592 milhões de linhas móveis. Por sua vez, o mercado móvel contribuiu com 69% da receita total de telecomunicações na região.
Em 2014, as conexões 4G LTE representaram 2% do total de linhas móveis nos países analisados. Essa proporção crescerá para 29,7% em 2018, enquanto a tecnologia 3G continuará como líder com 65,8% de participação.
Por sua vez, a Dataxis prevê que, em 2018, 98,3% dos usuários de LTE se conectarão através de smartphones, e apenas 1,7% o farão usando dispositivos somente de dados.
Embora a tecnologia 4G tenha um grande crescimento nos próximos anos, no curto prazo continuará a depender de uma rede alternativa para oferecer serviços de voz, já que a implantação do Voice Over LTE (VoLTE) está em uma fase inicial de desenvolvimento, mesmo em mercados mais desenvolvidos.
A Dataxis acredita que até 2018 as redes 2G sobreviverão para apoiar serviços de M2M e serviços de voz em áreas rurais.